QUINTA (10)

 


No Largo da Matriz...

Dez artistas organizados pelo curador Marco Antonio Scarelli abrem nesta sexta às 19h30 a exposição "Issis, o Semeador" homenageando o saudoso mestre Issis Martins Roda, pesquisador do que chamava de arte bizantina e fundador da escola de desenho e pintura da Associação dos Artistas Plásticos de Jundiaí. Vai ser no Museu Histórico e Cultural, no Solar do Barão, a a exposição segue em cartaz até 19 de outubro. Imperdível.



Caminhos de Santiago de Compostela
Na Ladeira Segre...

A exposição Caminho de Compostela, de Catarina Florencio, fica em cartaz em outubro no Centro de Atividades Culturais do SESI Jundiaí. Grátis.





No Largo Monte Castelo...

Quando: 10/10, às 14h30
CIRCO DE PULGAS
Uniodonto de Jundiaí Cooperativa Odontológica
Censura: Livre
Ingressos: R$ 5,00

TEATRO POLYTHEAMA
R. Barão de Jundiaí, 176, Centro
Tel: (11) 4586-2472



No Largo do Chafariz...



Na Bela Vista, às margens do córrego do Mato...

Confira a programação de terça cult a sábados de jazz ou rock... em 2449 3288




O  músico Renato Zambelli é um dos habituês do Natura Bar (rua Silva Jardim, 201, Vianelo, no entorno da região da Ponte Torta e do rio Guapeva), ponto de boa MPB nas noites de quinta a sábado da 19h às 22h e aos domingos das 14h às 19h.

No Largo Monte Castelo...

Exposição de André Griffo mostra a relação de sentimento do homem com o objeto, somente até quinta-feira (10). A grande maioria destes materiais é a parafina, que passa por um processo de derretimento para então se tornar uma escultura. A Galeria Fernanda Perracini Milani, está localizada na rua Barão de Jundiaí, 176, Centro, anexo ao Teatro Polytheama. Mais informações ligue: (11) 4586-2472.

 


Todas as noites... na região da Ladeira Segre (ao lado do córrego do Mato)

Rua São Lázaro, 50, Jardim Brasil - 11 4586 8005

 


SEXTA (11)

No Largo Monte Castelo...

Quando: 11/10, às 14h, sábado às 16h e domingo (13) às 18h
A BELA E A FERA
Oscardepau produções artísticas
Censura: livre
Entrada franca

Os ingressos serão distribuídos um dia antes do espetáculo, na bilheteria do teatro, das 9h às 17h.

TEATRO POLYTHEAMA
R. Barão de Jundiaí, 176, Centro
Tel: (11) 4586-2472



No Shopping Paineiras (na ladeira Tomanik, às margens do córrego do Mato)


Dia 11/10: das 16h às 20h - Casa das Letras 2º Piso: vamos desenhar com a crayola, o giz que escreve em todo lugar.

Dia 12/10: As 16h e às 18h - Praça Central: 1 2 3 Era uma vez com a contadora de histórias Ana Szcypula e seus personagens.

Tudo gratuito e monitorado!

 


No Largo Santa Cruz... ou Largo do 28, ou Largo da Bandeira...





No Largo das Rosas...

A dupla Edison e Arlete (foto) são alguns dos variados músicos nas sextas e sábados no Bar Casa Brasil (rua Euclides da Cunha, 370, telefone 3379 4228)



Na região da Ladeira Siqueira...



No Largo do Chafariz...

http://mw2.google.com/mw-panoramio/photos/small/28316608.jpg?803
Na região da Ladeira Siqueira...


Bandas conhecidas como Imagem, Zênite e outras são atração para os veteranos das pistas de dança nesta sexta, a partir das 21 horas, na sede central do Grêmio da Companhia Paulista, na rua Rangel Pestana, 336. Ingressos a R$ 10.



No entorno da Várzea do Guapeva...

RUDY SHOW está na quinta temporada da festa dançante VOLTA AO MUNDO, com canções

italianas, francesas, americanas e brasileiras, de Tim Maia a Elvis e Beatles. Acontece toda sexta feira das 20h às 00h30. Confirme pelo telefone do Juventus Club (travessa Mazzali, 101) em 11 4587 6071, na região do Jardim Cica.




A banda Kripta divulga que vai tocar no Villa Pizza Bar (entorno da Bela Vista) a partir das 20h30




No entorno da Ladeira Tomanik...

As noites de sexta e sábado costumam ter bons shows no bar PHILOMENA da rua Eduardo Tomanik, 900. Mais informações em 4807-3116




No entorno da Várzea do Guapeva...



no entorno do córrego do Mato...



O guitarrista Regis Nogueira dá uma canja noturna na conveniência do Retiro, no antigo caminho para o Aeroclube...



No entorno da Várzea do Guapeva...

 

 



SÁBADO (12)






Na Várzea do Guapeva...


12 de outubro de 2013 @ 21:00 - 22:30

Quando: 12/10, às 21h
DE TUDO UM POUCO
com RAFAEL CORTEZ
Teatro GT
Censura: 14 anos
Ingressos: R$ R$ 60 inteira // R$ 30 meia entrada prevista por lei, estudantes, terceira idade, clientes paineiras shopping, professores da rede pública e clientes porto seguros. R$ 45 bônus jornal

TEATRO POLYTHEAMA
R. Barão de Jundiaí, 176, Centro
Tel: (11) 4586-2472


No Largo do Chafariz...








Ali no Mercadão da Vila Arens (entorno perto da Ponte Torta, no rio Guapeva), com MPB ao vivo nos sábados a partir de 14h

 

No entorno de Jundiahy... em plena Serra do Japi.

Programação:

8:00 - Alongamento
8:15 - Saída
9:45 - Retorno a Casa de Pedra
10:00 - Café da Manhã
11:00 - Encerramento

R$30,00 o adulto

R$15,00 crianças de 4 a 12

Faça já a sua reserva!

Fazenda Montanhas do Japi

Telefone: (11) 4599-9072 ou (11) 4599-9294

 

 

 

 


No entorno da Bela Vista (na outra margem do Córrego do Mato)...



No antigo núcleo colonial... estrada para Jarinu.


DOMINGO (13)



Na Várzea do Guapeva...

Na antiga estrada velha de São Paulo...

A Orquestra Municipal de Jundiaí faz um concerto especial para as crianças às 11 horas no clube de campo do Sindicato dos Metalúrgicos.



No entorno da Ladeira Tomanik....



Na estrada Velha de Campinas...


No entorno do córrego do Mato...


SEGUNDA (14)




No Largo São Jorge, às margens do córrego do Mato...

O projeto Rock de Segunda Feira acontece a partir das 20h30 desse dia com a banda O Bob Me Mordeu!, formada por Tchelo, Bertola, Rinaldo Natalino, Jony e Guino Albanez misturando da guitarra e baixo ao violino e violão com clássicos do rock´n roll nacional e internacional. A R$ 5.

volte para www.jundiahy.com.br !!!!!!

POSTS ANTIGOS... A AGENDA PROVISÓRIA TERMINA AQUI

Segunda-feira, 27 de julho de 2009

 

SINCRONIAS

Na semana que passou, onde dados da balança comercial confirmaram a China ultrapassando os Estados Unidos nas exportações brasileiras, a cidade de Jundiaí teve um seminário da Associação Brasileira de Logística sobre negócios com aquele país asiático. Em inglês chamam isso de “timing”, mas prefiro o termo sincronia.

Ponto para nossos agentes econômicos.

Por outro lado, a Central Única dos Trabalhadores divulgou estimativas de milhões de reais injetados na economia regional por acordos como de participação dos trabalhadores em lucros das empresas.

Ponto para nossos agentes sindicais.

Coloco esses dois lados com legítimo entusiasmo pela terrinha. Mas também como referências complementares de outras áreas. Como no meio ambiente, onde o uso das microbacias urbanas pode melhorar tanto a gestão como a educação ambiental. Viram o projeto de um dos maiores parques lineares do mundo, ligando sete municípios e a zona leste de São Paulo?

Também cabe lembrar o setor de cultura, onde nosso centro histórico interfluvial (Jundiahy, como no portal da internet) é mais antigo que muitas das cidades que estiveram no Fórum Nacional de Cidades Históricas com a recente Carta de Olinda. 

Esses tópicos também pedem sincronia com as tendências contemporâneas para o trato de riachos e suas matas ciliares como corredores ecológicos e para a valorização da cultura local e suas diversas subculturas e patrimônios materiais ou imateriais.

Mas são mais amplos que seus respectivos setores. Devem ser incorporados por educação, transporte, serviços, desenvolvimento econômico, saúde, obras... E por toda a comunidade.

Talvez em conferências municipais de cultura ou meio ambiente a partir dos bairros até um encontro geral. Com métodos participativos adequados, muitas propostas boas podem surgir dos cidadãos e cidadãs - sem partidarismos.
 
Como nos citados casos de empresários e trabalhadores, buscando metas que apesar de aparentes conflitos beneficiam a economia local. E nesse caso incorporando também aquilo que tem valor sem, necessariamente, ter preço.

Esse nosso sonho de uma cidade ecológica, cultural, urbana, rural, popular, industrial e histórica, tudo ao mesmo tempo e em equilíbrio, é um desafio.

Mas se justifica porque ainda temos tudo isso, uma conquista dos jundiaienses e de sua região que pode continuar no futuro.

A ÁGUA E O CLIMA

 

A reduzida semana que passou teve pontos ambientais na Câmara, com a lei de adesão à Fundação Agência das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí e na Prefeitura, com o anúncio do novo projeto urbanístico para um dos limites do centro interfluvial, o córrego do Mato. O local, onde passa a avenida Nove de Julho, teve a biodiversidade citada pela primeira vez entre seus objetivos.

 

Essa é uma saudável mudança de discurso. Presenciei debates sobre a nova política municipal de recursos hídricos neste ano, no Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Condema), onde a DAE S/A quase tirou essa palavra das funções dos mananciais, nascentes, córregos e riachos. A empresa é uma boa executora, mas o histórico destrutivo de nossas águas urbanas e até mesmo rurais (em casos como no Santa Gertrudes ou no Rio Acima) mostra que a formulação precisa ser mais ampla.

 

O novo projeto do córrego é uma conquista da comunidade, que se expressou no ano passado acima dos partidos. Uma consciência que também cresce aos poucos sobre as mudanças climáticas, onde pesquisas financiadas pela Fapesp devem oferecer novas luzes. E a hora é a reunião mundial de Copenhage, em dezembro, para a qual o dia 24 de outubro terá manifestações livres pelo limite de 350 partes por milhão em todo o planeta. Inscrevi nisso uma singela marcha entre o largo do Fórum e o largo do Quartel, para a qual estão convidados com sua criatividade.

 

Afinal a participação é nossa forma democrática de avançar. A prefeitura promove uma consulta online de sugestões ao orçamento de 2010, que no ano passado chegou a quinhentos participantes. A oposição discute uma lei municipal para plebiscitos, referendos e iniciativas populares que já conta com o apoio da OAB, da Cúria Diocesana e de educadores da Faculdade Anchieta e da Faculdade Anhanguera, entre outras. Fico com o melhor de ambas.

 

É um ovo arriscado cobrar apenas responsabilidade individuais nas coisas coletivas, como notou Dejanira Marquezin em seu mestrado de 2003 sobre a capacitação de professores em Jundiaí ou como fez um jornal televisivo nestes dias em uma reportagem sobre os aposentados que parecia mais uma propaganda de previdência privada. È preciso buscar lucidez e fraternidade para tratar da violência contra o meio ambiente ou entre os seres humanos. Algo que deve estar nas escolas, nos lares, nas mídias, nas instituições e até em suas rodas de amizade.

 

Ficar contente pelas águas, pelas vidas que nela vivem ou que dela dependem (incluindo nossa espécie entre as outras) é um bom começo para as coisas coletivas que também são o patrimônio, a cordialidade, a paisagem toda da vida. E, das formas mais variadas, participar. Boa semana pra todos.  

 

OS CANTOS DO JAPY

 

Sinto arrepios quando usam o termo “rio Jundiaí”, uma tradução completamente equivocada. O motivo é que Jundiahy, nosso nome indígena de origem, já tem o significado tupi como rio dos jundiás.  É bastante simples notar que, como nos grandes filmes estrangeiros que chegam aos cinemas com títulos escalafobéticos, também criamos um nome incorreto para as águas do vale em que vivemos. Em uma visão intercultural o nome aportuguesado ficaria algo como “rio do rio dos jundiás” na cultura ancestral.

 

Parece bobagem em tempos de comida festefude, em tradução irônica do idioma anglosaxão. Mas não é no consumo em que estou pensando. O próprio significado de Jundiahy para toda a região de suas montanhas, colinas e vales deveria ser usado para as políticas regionais que estão em debate entre os governos das cidades do rio dos jundiás.

 

Da mesma maneira é preciso pensar no significado do Japy, outro nome indígena de origem que permaneceu sem nenhuma tradução. O Museu Histórico, nos tempos em que o escultor Mozart da Costa trabalhou com o historiador Geraldo Tomanik, obteve um pássaro empalhado conhecido por esse nome, mas de outro estado. Alguns estudos já apontaram seu significado para o mesmo “castelo de águas” usado pelo geógrafo Aziz Ab´Saber na justificativa do tombamento como patrimônio natural.

 

Quem já esteve em algum canto (físico) dessa área e sentiu o canto (musical) de algumas de suas 200 espécies de aves pode entender que o silêncio é uma condição ambiental para essa e outras maravilhas. Essa complexidade tão simples deve fazer parte do significado de Japy, deduzida pela origem indígena, pelos pesquisadores da ciência e pelos amantes da natureza.   

 

Estou me arriscando além do que permitem a sociologia e a antropologia. Mas o fato sensível é que não podemos endossar a proposta de um parque estadual, lançada pelo  Instituto Serra do Japi com apoio de parte do governo local, sem condicionar a defesa desse patrimônio semântico ao congelamento completo de qualquer ampliação futura no aeroporto. Qualquer pessoa pode sentir hoje a agressão sonora dos aviões nessa área onde os sons naturais precisam ser preservados.

 

Em vez de apenas estatizar o fruto das lutas ancestrais da comunidade, é preciso apoiar pequenos empreendimentos sustentáveis na serra e no entorno, colocar biólogos ao lado dos técnicos em piscicultura nos pesqueiros que amam seu lugar, descobrir se essa história de pimenta orgânica no assentamento familiar é verdadeira, reformar as placas de orientação nas cachoeiras de rituais afrobrasileiros e instalar postos de orientação e não de isolamento nas entradas da área nos quatro municípios. Será preciso avançar além dos preconceitos brancos e urbanos para resgatarmos a beleza e o sentido original de palavras indígenas como Jundiahy e Japy.

 

A  BOLA NO RIO

 

José Arnaldo de Oliveira

www.jundiahy.com.br

 

Praticamente todos os nossos centros esportivos públicos continuam tendo, em sua maioria, os campos de várzea. Nesse tipo de meio ambiente existe a possibilidade natural da bola fazer uma parábola errada e cair no rio. Contar com os gandulas externos é uma tradição dos tempos do equipamento improvisado no bambu. Logo, não entendo como não ocorrem encontros entre a Liga Jundiaiense de Futebol e as secretarias municipais de Cultura e de Meio Ambiente...

 

Sem contar a eliminação radical da mata ciliar, tirando o metro de largura que um tipo de código ambiental urbano de Jundiaí ainda deixava, vai impedir completamente essa possibilidade em um bom trecho abaixo do ponto onde o rio  dos jundiás recebe o afluente córrego do Mato.

 

Meu olhar é de um cidadão nascido na Barreira, região do centro interfluvial onde o futebol começou  na região com a influência dos ingleses e a adesão dos afrobrasileiros libertos do regime escravo pelos contratos da construção das ferrovias. O campo do Rio Branco, na várzea do entorno, brilha em minhas memórias de infância. E a bola no rio, agora, parece algo simbólico.

 

Um plano integrado de recuperação das várzeas, mesmo urbanizadas, talvez seja um ponto de vista necessário para os debates sobre um Plano de Desenvolvimento Integrado Regional com lançamento previsto para 07 de agosto com os prefeitos de Cabreúva, Cajamar, Campo Limpo, Jarinu, Jundiaí, Itatiba, Itupeva, Louveira, Morungaba e Várzea Paulista.

 

De acordo com as notas divulgadas pela Agência de Desenvolvimento de Jundiaí, que toca o processo em parceria com a unidade local do Sebrae, é necessária a “participação popular”. Como são quatro eixos (cidadania, meio ambiente, integração regional e desenvolvimento econômico) me parece que os grupos culturais, ambientais, de moradores, sindicais, estudantis e outros podem aproveitar o momento para gerar boas idéias.

 

A questão, como no caso da Ação Consorciada da Serra do Japi (onde governos de alguns dos mesmos municípios juntam-se ao de Pirapora do Bom Jesus), é como será a participação no cenário de diversidade regional, econômica e política desse território, um enclave interiorano no centro da metrópole paulistano-campineira. Os mais empolgados no debate são, além dos políticos (e os caronas de fora), os empresários e os profissionais liberais. Por isso é preciso qualificar a participação dos cidadãos e cidadãs.

 

As telas de LCD nos ônibus e todos os equipamentos de registro audiovisual para produzir informações nos mesmos, por exemplo, são parte da estrutura mantida em Jundiaí em uma bolsa-governo de 950 reais mensais - orçamento de 1 bilhão de reais por famílias de quatro pessoas na ordem de 350 mil habitantes. Mais e melhor comunicação nisso. E talvez projetos integrados de cultura com editais, evitando que a produção dependa do voluntarismo deste ou daquele dirigente local ou regional que não tenha tempo de ver a bola no rio.

 

 

O ambiente inteiro

 

Como diria o titã Arnaldo Antunes: até bactéria no meio é cultura. Não vamos falar de meio ambiente, vamos falar do ambiente inteiro. Enquanto apenas na metade existe o consenso da beleza da água, da árvore, do vento, do bicho. Ou da serra, da praça, do monumento, da etnia, da acessibilidade. A coisa pega quando chegamos nas providências para manter tudo que nos parece essencial, pois cada olho percebe o mundo de acordo com seu ponto de vista.

 

O debate ambiental é um debate político. Há poucos dias, por exemplo, foi atualizada a lei do Conselho Estadual do Meio Ambiente. Uma pequena emenda que atribuía a criação de comitês temáticos ou câmaras regionais nas bacias hídricas para um sexto do conselho foi rejeitada, ficando a iniciativa nas mãos da respectiva secretaria do governo. O deputado jundiaiense Pedro Bigardi, que defendeu a emenda com as bancadas do PCdoB e do PT, afirma que isso denota “a tendência centralizadora do PSDB”.

 

Na esfera federal é a mesma coisa. A secretaria de meio ambiente do PT, marcada pelas bases amazônicas da senadora Marina Silva, divulgou nota criticando o governo Lula pela ameaça de retrocessos como a redução do percentual das compensações ambientais, pela liberação do licenciamento em rodovias e pela possível mudança no Código Florestal – que em Santa Catarina já reduziu margens de matas ciliares de 50 para apenas 5 metros de largura. “O partido e seu governo não podem passar para a história como os coveiros do desenvolvimento sustentável e nem dos avanços da governança ambiental do país”.

 

A mídia também foi tomada por campanhas dos grandes fazendeiros atacando as leis ambientais. Com a urgência das mudanças do clima e a mercantilização de commodities futuras (como a água) o tema marginal de vinte anos atrás vai se tornando central. Isso não impede que avanços como o plantio de milhares de árvores em Várzea ou a inédita ação consorciada das cidades da serra, durante a Eco Jundiaí nesta semana, aconteçam lideradas seja por PSDB, por PT ou outros partidos. O fato é que os cidadãos e cidadãs da comunidade devem pensar cada vez mais globalmente enquanto agem de forma local ou individual.

 

Um momento bacana é o debate da noite de quarta, na Câmara, sobre a idéia dos estudos de impacto de vizinhança (EIV) para projetos públicos e privados. Estão previstos representantes do Conselho Municipal de Meio Ambiente, da Secretaria Municipal de Planejamento e da Agenda 21 de São Paulo. Na mesma casa que rejeitou o veto do prefeito Miguel Haddad e manteve o desconto de IPTU para quem mantem árvore na sua calçada em 2010.

 

Para quem gosta do assunto, vale ver ainda ainda a proposta dos espanhóis do Eccologistas em Acción (www.adital.com.br/Site/noticia.asp?lang=ES&cod=38924) ou a pesquisa que vai ser iniciada na capital para a criação dos Indicadores de Referência de Bem Estar no Município (www.nossasaopaulo.org.br). Parodiando um velho ditado, o ambiente é um assunto muito importante para ser deixado só nas mãos dos partidos. Viva Jundiahy.

Segunda-feira, 04 de maio de 2009
Intervenção pública

Jundiahy é como eu chamo a área interfluvial entre os rios Jundiaí, Guapeva e do Mato, com uma grande colina no meio. É o centro histórico ampliado. Não sei o que nossos governantes e legisladores pensam, mas ando fascinado por um plano cicloviário em nossa cidade. Até por uma questão de segurança pública, como em Bogotá, mas também pelo valor do patrimônio envolvido.

Uma ciclovia que passe pela calçadão da rua Barão de Jundiaí, desça o escadão pelas curvas de nível, margeie o rio Guapeva onde sua várzea ainda tem mata e história.

E que depois ocupe uma faixa lateral da antiga ferrovia da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, a partir do viaduto São João Batista.

Isso permitiria a ligação direta com o SESC e o Jardim Botânico, de onde a ciclovia poderia bifurcar-se para o Parque da Cidade ou para a avenida Nove de Julho – esta, no córrego do Mato.

A vantagem desse plano é a existência de instituições como o Centro Paula Souza (Fatec), o Museu Ferroviário, a Associação dos Skatistas, o Museu Histórico (Solar), a Faculdade Pitágoras, o Complexo Argos, o Mercadão da Cidade, o Centro Esportivo Sororoca, a Associação de Preservação da Memória Ferroviária, o Museu da Energia, Os Monitores das Serra e outras no caminho.

A maior vantagem, entretanto, está em que uma ciclovia é uma obra barata e sustentável. Se o acordo entre a prefeitura e as empresas de logística (como são MRV e ALL) não for definitivo, o custo vale mesmo para alguns anos.

É difícil pensar como um projeto público pode ser mais democrático, mas imagino que as famílias que ocupam casas da antiga ferrovia deveriam permanecer. Afinal, o ambiente não pode ser definido apenas por proprietários de terrenos especulativos.

Estamos equivocados ao tratar como patrimônio somente o museu ou as oficinas ferroviárias. Trata-se de toda a sua extensão, pelo menos entre os rios Guapeva e Jundiaí.

Estou convicto de que muitos turistas do trem gostariam da opção de alugar uma bicicleta para mergulhar na história da Paulista, verem dormentes do tempo do Horto Florestal, visitarem o museu e até o Jardim Botânico.

Será que chegaram a conhecer o 360 graus do Pardal? Com todo respeito ao currículo do secretariado da prefeitura, esse assunto mereceria um concurso de projetos para ser um modelo. Seria por meio de edital, que poderia ser financiado pelas compensações ambientais do município (vejam como no site da Rede Brasileira de Fundos Socioambientais) ou fundos externos de modernização urbana.

Os túneis previstos para a região, imagino, não interferem no potencial da ciclovia.

Essa idéia, de espírito comunitário e que exige apenas boa vontade de trabalhar, resultou de inquietações sobre assuntos como segurança e patrimônio (públicos, obviamente). Neste mês o time de futebol que surgiu da ferrovia completa 100 anos, como já aconteceu com o Grêmio CP e com o Gabinete de Leitura. Ah, tem outra bicicletada prevista para o final da tarde do dia 29.

 

Segunda feira, 27 de abril de 2009

Ouro Azul

 

Não vou falar dos efeitos politico-partidários das sentenças do TRE. Gasosas são as certezas nesse setor. Tampouco quero buscar um tema sólido como o concreto dos novos condomínios que um dia talvez sejam avaliados em seus impactos de vizinhança. Hoje meu assunto é líquido.

 

Pois um dia a água poderá ser um líquido tão valioso como a era do petróleo. Dizem que existem empresas na região exportando água para países árabes. Mas a verdade é que o DAE S/A (no masculino, por teimosia) se prepara para o futuro. Qual? Esse extraordinário patrimônio de Jundiaí, construído ao longo de gerações com larga visão de futuro, teve essa perspectiva na mudança de autarquia para empresa mista em 2000.

 

Em silêncio, a empresa conseguiu garantir a outorga mais preciosa a longo prazo que é dos riachos que chegam da Serra do Japi. O valor dessa atitude é incalculável, mas não apenas monetariamente. Se pagamos ao conselho da bacia dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ) pela captação de reforço no rio Atibaia é razoável pensar que um dia outras bacias do rio Tietê pagarão aos municípios da serra pelas doses de águas puras que combatem os estragos da metrópole naqueles lados.

 

Do lado de cá da serra, córregos como das Walquírias trazem doses de água limpa ao devastado rio Jundiaí e mereceriam mais respeito. Sim, temos um sistema que trata águas na entrada (ETA) e na saíde (ETE). Mas o futuro será garantido não apenas pela represa ampliada, mas pela redução de quase metade da água perdida na estrutura do sistema.

 

Com mais de 90% das ações na Prefeitura e um pouco nas mãos de ex-secretários (simbolicamente, ao que me parece) a empresa que fechou pesqueiros na microbacia do rio Jundiaí-Mirim ainda hesita em apoiar a inclusão da “manutenção da biodiversidade” entre as funções dos cursos de água, como aparentou em um debate do Conselho de Defesa do Meio Ambiente (Condema) sobre o plano municipal de recursos hídricos.

 

O saudoso tempo das bicas na Abolição, na Vila Rica ou na Malota, entre outras, já passou. As leis nacionais e as novas taxas vão formando outro cenário. No negócio da água, onde os vereadores elevaram preços na última legislatura, o papel do DAE S/A vai precisar cada vez mais de uma visão ecossistêmica onde população, mercado e meio ambiente encontrem seu ponto de equilíbrio.

 

P.S. – Sobre a relação entre águas e história, Roberto Franco Bueno tratou de forma brilhante neste mesmo espaço em 22/04. Lembro apenas de me perguntar no futuro sobre quantos jundiás vivem hoje na represa...

Segunda-feira, 20 de abril de 2009

Inconfidência

 

arnaldo@jundiahy.com.br

 

O feriadão de abril nos envolve em datas como de nossos ancestrais povos indígenas (19) da terra conquistada pelos portugueses (22) até que a nação mestiça se revoltou (21) e tudo isso nos levando a pensar no planeta (22). Pois não é que vi a ex-ministra Marina Silva, na sexta, falando que uma estranha reação contra as preocupações ambientais está surgindo em setores retrógrados de todos os partidos? Não chega a surpreender diante da lama em que chafurda a política nacional, mas é alarmante.

 

Mesmo no entorno da Serra do Japi um milionário empreendimento comercial, de fortes grupos nacionais e locais, é anunciado sem estudos de impacto ambiental ou de impacto de vizinhança. Não duvido da seriedade das empresas, mas o simples gargalo no trânsito mereceria esclarecer os planos e custos das futuras obras nessa área e, sobretudo, se o patrocínio vai ser dos recursos públicos de nossos impostos.  

 

A incrível mudança de atitude dos vereadores foi justificada pela promessa de revisão do Plano Diretor. Não duvido da seriedade das pessoas, mas o secretário de planejamento já cometeu um monumento às caravelas no centro e o diretor de meio ambiente já cometeu loteamento na serra. Erros acontecem, mas Jundiaí não cultiva o contraditório. O Conselho do Meio Ambiente defendeu o córrego das Walquírias mas está sendo concretado. O Conselho do Patrimônio criticou o poupatempo nas oficinas da Paulista mas ele está sendo instalado.

 

Motivos para conflitos não faltarão nunca. Na Chácara Urbana, empreiteiros querem derrubar árvores centenárias. No Jardim São Camilo, a área da futura escola devastou a matinha até descobrir uma ocupação irregular em parte do terreno.

 

Precisamos atualizar nossa maneira de fazer as coisas. Para comparação, o Pacto Mata Atlântica (pode buscar assim na rede) mostra que recuperar florestas como elas existem na forma madura é um erro, que levou ao raciocínio linear de primário-secundário-terciário. As comunidades vegetais nos ensinam que só podem ser compreendidas ponderando todo o ciclo de vida de suas espécies e pensando nos três níveis da biodiversidade que são os genes, as espécies e os ecossistemas. Lá está bem explicado.

 

Por analogia, é possível imaginar que a maioria dos cidadãos e cidadãs nem saibam o que seja o Plano Diretor (ecossistema) mas sentem as contradições entre desejos pessoais e vida comunitária (espécies) e os ideais de um ambiente bom para se viver (genes). O equilíbrio entre tudo isso está em uma dinâmica, a meu ver, mais participativa e que aproveite as boas idéias de todo mundo.

 

Uma lição disso aconteceu no anoitecer de sexta com a primeira bicicletada da cidade. A manifestação pelo respeito aos ciclistas e por uma mobilidade urbana mais limpa para a natureza teve automóveis parando para dar passagem, sinais de apoio dos motoristas e um astral maravilhoso como a cidadania deveria sempre ter.

Segunda-feira, 13 de abril de 2009
Jundiaí precisa voltar aos trilhos

Muita gente nem sabe que nossa cidade possui uma estação central, ali embaixo do viaduto São João Batista, praticamente abandonada. Muita gente também não sabe que a locomotiva a vapor e o vagão usado pelo príncipe Dom Pedro II estão igualmente abandonados – e ainda pior, sendo criminosamente desmontados. Enquanto o feriado acelera as obras do terminal de serviços públicos chamado Poupatempo, as oficinas da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, marco brasileiro e internacional do século 19, estão gritando para recuperarmos o tempo.

A insegurança urbana nos deixou reativos. Primeiro foram os bancos anti-mendigos nas praças, depois algumas das próprias praças perderam os bancos e foram cercadas como lugares privados. No caso das oficinas da Paulista o reflexo está em um “fatiamento”: um pedaço para a Guarda Municipal, outro para a Secretaria de Transportes, outro para a Faculdade de Tecnologia e o Museu e outro para a Fumas e o Centro de Lazer da Melhor Idade. Cada pedaço com uma entrada por fora, quebrando a circulação histórica. E ainda com supostos despejos de famílias ferroviárias na antiga estação.

Sei que o governo atual pretende buscar saídas para o legado ferroviário. Mas não é de surpreender que o comentado projeto do trem-bala entre São Paulo e Rio tenha esquecido do papel histórico de Jundiaí nas ferrovias brasileiras. A própria cidade ainda precisa transformar esse legado em valor perene.

No dia 30 de abril é comemorado o Dia do Ferroviário. Vai ser uma época para lembramos de canções como “Trem Caipira”, de Heitor Villa-Lobos, “Trem das Sete”, de Raul Seixas ou “Trem das Onze”, de Adoniran Barbosa. Como é dia útil, talvez possamos visitar o pátio principal na manhã do sábado, 25. Tentei descobrir por quatro vezes, uma pessoalmente e três por telefone, se haveria algum evento comemorativo, mas a gestora do museu, que me informaram ser a professora Karen Bizarro, não estava no local.

Tenho certeza de que o governo municipal está ciente de que não podemos perder algo tão essencial da vida da cidade. O prefeito Miguel Haddad é o mesmo que, em 2001, desapropriou parte da área durante a 1ª Mostra de Projetos Ambientais e Protagonismo Juventil das Escolas Estaduais, onde dezenas de entidades chamavam a atenção para o tema.

O projeto do Poupatempo, que não chegou a empolgar o Conselho Municipal de Cultura, está decidido e pode criar um novo fluxo de pessoas para o local. Talvez seja possível reverter o “golpe automobilístico” que acabou com a ciclovia dos domingos na avenida dos Ferroviários e criar-se um caminho ligando, digamos, a Estação Central ao Centro Esportivo José Brenna (Sororoca). Não podemos poupar o tempo de aproveitarmos a memória dos ex-ferroviários, de colocar o urbanismo e a cultura na valorização do patrimônio histórico ou de compartilhar sonhos como de ir do Sororoca até a Câmara Municipal em uma ciclovia, ouvindo o apito do trem...

Registros de família Travalim...

 

11/11/2008 17:38:52

Bairro Limpo, Cidadão Saudável é lançado no Jardim São Camilo

Bairro Limpo, Cidadão Saudável” foi o projeto desenvolvido no Jardim São Camilo, numa iniciativa de diversas secretarias municipais, como a de Integração Social (Semis), de Serviços Públicos e de Saúde, Fundação Municipal de Ação Social (Fumas) e Defesa Civil. O objetivo foi promover o envolvimento de toda a comunidade num grande processo de melhoria da estrutura sanitária do local. Para isso, foram realizadas diversas atividades, tanto teóricas como práticas e uma delas foi um concurso de redação entre alunos das escolas da região. A premiação foi realizada na manhã do último sábado (29), quando os nove alunos que se destacaram receberam medalhas e presentes.

 

 

E.E. MARIA JOSÉ MAIA DE TOLEDO

 

PROJETO: GERENCIAMENTO INTEGRADO DO LIXO URBANO

 

PROFESSORAS RESPONSÁVEIS   / OFICINAS CURRICULARES:

Katia de Barros      - Saúde e Qualidade de Vida

Liane Travalin Sperandio    - Informática Educacional

 

SÉRIES: 5ª e 6ª Séries. 

 

JUSTIFICATIVA:

 

Esse projeto foi motivado por meio de um convite realizado pelo CRAS à EE Profa. Maria José Maia de Toledo (Centro de Referência de Assistência Social do Jardim São Camilo), para participar de uma reunião sobre problemas no bairro, tendo como foco principal o lixo urbano. Dessa forma, a referida escola teria a função de mediar os objetivos a serem alcançados pela entidade.

 

OBJETIVO:

 

Fazer com que os alunos entendam as formas de tratamento do lixo urbano e saibam como proceder para adotar boas práticas de encaminhamento/reciclagem do mesmo.

 

DURAÇÃO

 

 

ESTRATÉGIAS DE TRABALHO

 

A divisão das atividades por série ficou esquematizada da seguinte maneira:

5ªA e 6ªA: O que podemos fazer com o lixo? / 5ªB e 6ª B: Quais cuidados devemos ter com o lixo? /  6ªC: Para onde vai o lixo?

 

  1. SAÚDE E QUALIDADE DE VIDA

 

 

  1. INFORMÁTICA EDUCACIONAL

 

 

AVALIAÇÃO

 

     Os trabalhos foram avaliados mediante a participação, empenho e organização dos alunos no decorrer do desenvolvimento dos mesmos.

Registros de família Travalim...

 

10/8/2006

UMA DOCE MELODIA
Conjuntode flautistas se apresenta hoje, a partir das 19h, no Museu Solar do Barão, na abertura da mostra fotográfica Itáu BBA

Claudia Rangel
Agência BOM DIA

Os fãs de uma sonoridade pura, com timbres musicais que datam dos tempos antigos, terão a oportunidade de conferir a audição do conjunto de flautas Aeolus, hoje, às 19h, no Museu Solar do Barão, na abertura da mostra fotográfica “A Flor da Paisagem”, do Itaú BBA. A audição é para convidados.

O programa destaca peças do período da Renascença, como “Dança de Baile de Máscaras” (John Adson) e “Jesu Meine Freud”, uma adaptação da obra do compositor Johann Sebastian Bach para conjunto de flautas. O repertório ainda inclui releituras de canções populares, como “Minha Terra tem Palmeiras”, baseada na obra de Gonçalves Dias.

Por sí só, um conjunto de flautas já desperta curiosidade por fugir do lugar comum. O grupo é formado por oito instrumentistas, todos ex-alunos do professor Marco Antônio de Almeida Cunha, 46 anos, criador do Aeolus.

Em suas apresentações, o grupo executa uma família de flautas: são variações de afinação, como soprano, tenor, baixo e contralto, que, juntas, promovem sonoridades peculiares para obras consagradas.

Na avaliação de Marco Antônio (flauta baixo) a flauta doce é pouco difundida no Brasil, diferente da transversal, mais popular.

“As pessoas a conhecem mais como instrumento de iniciação musical de crianças, mas ela não se resume a esse papel”, justifica.

Prática
A iniciativa de montar o grupo partiu do professor há cerca de dez anos. A idéia era colocar em prática o aprendizado em grupo, além de aprimorar a qualidade do repertório.

Conjunto de Flautas Aeolos
Quando: hoje, às 19h
Onde: Museu Solar do Barão (rua Barão de Jundiaí, 762)

Talento de Marco vem de família
Não é por acaso que o professor Marco Antônio de Almeida Cunha é líder natural no grupo. Experiência é o que não lhe falta. Além de dar aulas de flauta doce há 17 anos, ele toca transversal desde a infância.

Herdou o talento do pai e do avô, que também executavam o instrumento.

O estudo também é uma constante em sua carreira de instrumentista. Marco Antônio também ministra aulas de história da música.

“Como gosto dos gêneros antigos, sei que é necessário aprimorar os estudos para conhecer a estrutura de uma peça musical”, justifica ele, que se formou no curso de Música da FMU (Faculdades Metropolitanas Unidas), em São Paulo.

Origem
A origem da flauta doce está nos antigos instrumentos folclóricos, que ainda hoje podem ser encontrados em diversas partes da Europa. Muitos deles eram feitos de tubos de bambu ou cana naturais, enquanto a flauta doce era um instrumento torneado em madeira.

A história do instrumento está ligada à origem do seu nome em inglês: “recorder”, que vem do latim “recordari”, que significa lembrar, trazer à memória. Em italiano, a palavra “ricordo” também significa lembrança.

Irmãos se encantam pela música
Três irmãos. Três histórias de vida unidas pelos caminhos da música. Pode-se dizer que Sâmela Campos, 18 anos, Adilson Gonçalves de Campos Júnior, 17, e Natanael Campos, 15, se identificaram juntos com a sonoridade da flauta.

Sâmela tinha sete anos quando ela e os irmãos começaram a ter contato com o instrumento. “Paramos um tempo para fazer um curso de teclado, e há três anos conhecemos o Marco Antônio. Nos aproximamos da faluta e não paramos mais”, conta.

O trio ensaia em casa, mas raramente se encontra para tocar junto, já que cada um deles estuda em horário diferente. Conciliar música, estudos e diversão não é tarefa fácil. Mas os irmãos não ligam.

“Para nós, a música não é uma coisa separada, ela faz parte de nossas vidas.”

No Aeolus, os mais experientes também dividem espaço com os que começam a dar seus primeiros sopros. É o caso da estudante Isabel Travalim, de 10 anos.

Ela faz curso de flauta há um ano, também em companhia de seus outros dois irmãos, Gabriel, 13, e Débora, 8.

“A flauta é um instrumento muito bom de tocar”, diz a pequena musicista, que desde cedo aprecia obras de compositores como Vivaldi.

Para a mãe do trio, Sônia Travalim Medeiros, 46, a música melhora a concentração e faz com que seus filhos fiquem mais atentos.

O professor Marco Antônio, segundo ela, foi fundamental nesse processo de aprendizagem.

“Além de tocar, os instrumentistas aprendem a ler e a entender uma nota musical”, garante.
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